quarta-feira, 30 de março de 2011

História de Pai Juvêncio e Zefa: Dai de graça o que de graças recebeis!


  Pagamento por trabalho mediúnico: é preciso muito cuidado!


Considerando o princípio Crístico do "dar de graça o que de graça recebemos" devemos ter todo o cuidade para não transformar em comércio a nossa mediunidade, sob pena de arcarmos com o preço que se paga quando esta triste situação ocorre. para ilustrar, vou transcrever uma pequena história retirada das "Observações  Tumarã" e que nos mostra a seriedade da questão. A História de Pai  Juvêncio e Zefa nos foi contada pela Clarividente, que sempre orientou os Mestres do  Amanhecer a não negociar ou receber qualquer pagamento pelos trabalhos realizados! salve Deus, meus irmãos, vamos aprender um pouquinho mais!





    "Pai Juvêncio e Zefa eram os únicos que tinham coragem de ir até um lugarejo por nome Abóbora. Certa vez, chegando ´na entrada da cidadezinha, encontraram uma menina, meio desacordada nos braços da mãe. Pai Juvêncio chamou Zefa e cochicharam nos ouvidos da menina e a benzeram, retirando aquele espírito, e a menina ficou boa. Tânia, a mãe da menina, deu algumas frutas como pagamento da cura, pedindo desculpas por não ter mais nada. Pai Juvêncio e Zefa comeram as frutas, trataram de negócios em Abóbora e voltaram para fazenda,Felizes, chegaram em casa,  mas, ao atravessarem a sooleira de sua porta suas barrigas começaram a doer, a doer tanto que chamaram Vovó Cambinda da Bahia. Mas anada fazia passar aquela dor. uma porção de conjecturas: seria veneno? As desinterias pioravam e as dores aumentavam."Pobrezinhos_ dizia Pai João_ Resolveram tantas coisas boas para nós! Deve ser alguma provação, Deus testandoo seus corações..." Todos já estavam ao redor da fogueira, aguardando que melhorassem, quando Jurema, que estava ao lado de Pai Zé Pedro, levantou bruscamente.Apontando para os dois, que estavam abaixadinhos na roda da fogueira, gemendo de dor, disse:" Eles comeram prenda ganha pela sua caridade! Pena Branca não quer que a gente ganhe nada em troca do que se faz na Doutrina. Vovô agripino nos disse que a gente só aprende com o espinho fincando na carne. È, Pai João, todos nós temos um espinho na carne!..." " Oh, meu Deus!_ gritaram os dois em uma só voz_ Sim , estamos conscientes!" Vovó Cambinda já estava chegando com uma cuia de chá. Eles tomaram e contaram o que havia se passado em Abóbora. Todso abraçaram os dois por sua ação mas entenderam a lição: Zefa e Juvêncio haviam comido prenda pela caridade que fizeram... Sim, receberam pagamento e Pena Branca não gosta nem de presentes e nem que se cobre pela caridade que se faz! Zefa e Juvêncio passaram mais três dias com dor de barriga. Tudo foi alegre e passou. Eufrásio, que agora era conselheiro do grupo achou muito importante dois fatos: primeiro, Pena Branca não aceitar pagamento pelo trabalho mediúnico e, segundo, a denúncia de Jurema que, em sua clarividência viu o que se passou. O pobre casal fora lesado por suas mentes preguiçosas" ( Tia Neiva, 7.3.80)

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